ONG de Paulínia mobiliza comunidade

A organização da sociedade civil de Paulínia é o exemplo de como os cidadãos podem acompanhar de perto os investimentos definidos pelo poder público. Fundada há pouco mais de um ano, a Associação Amigos e Moradores de Paulínia (AMA) já reúne 200 pessoas nos encontros ocasionais. Seus idealizadores foram o empresário Valmor Amorim e o médico Marcos Garcia.

Com o tempo, o grupo foi reforçado com profissionais dos mais variados setores. Os debates não possuem hora e dia certos: acontecem em auditórios ou salas cedidas. De acordo com o advogado da AMA-Paulínia, Jamir Menali, a proposta do movimento social é impedir que a Prefeitura de Paulínia gaste em obras indevidas. “Nosso prefeito (Edson Moura, PMDB) anuncia pólo internacional decinema, rodoviária-shopping, enfim, delírios faraônicos”, diz Menali. “Enquanto isso, bairros da cidade sobrevivem com saneamento básico precário. Procuramos mostrar nossas prioridades.”

Menali admite que a AMA-Paulínia é ignorada pelos governantes. Mas isso não abate os cidadãos empenhados. “Diante de irregularidades, formalizamos denúncias no Ministério Público e outros órgãos competentes”, fala. A AMA-Paulínia é, de fato, uma pedra no sapato do prefeito Edson Moura (PMDB). Recentemente, o grupo recorreu à Controladoria Geral da União (GGU) para obstruir o polêmico projeto do manto de cristal que Moura quer instalar sobre o Centro. “O poder não quer nos dá ouvido, mas procuramos meios legais para denunciar irregularidades”, conclui.

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